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sábado, 15 de outubro de 2016

China planeja a maior nave espacial para 2020

Imagine um híbrido de um foguete e um suave avião, decolando e levando você até o espaço. A China pode estar prestes a oferecer esse tipo de serviço.


Concepção artística do avião espacial Chinês

A China Academy of Launch Vehicle Technology (um equivalente ao Laboratório de Propulsão a Jato americano) disse que vai revelar na International Astronautical Congress (IAC) em Guadalajara, México, sua intenções em produzir a maior espaço nave do mundo. A instituição sediada em Pequim disse que já há um projeto em andamento e que esperam que os primeiros lançamentos sejam em 2020. 

Ao contrário da SpaceShipTwo da Virgin Galactic, que requer que o veículo de passageiros seja transportado por uma outra aeronave, o projeto do foguete do governo chinês irá decolar por conta própria. O líder acadêmico Han Pengxin diz como ele vai decolar: "o veículo vai decolar na vertical como um foguete e pousar sobre a pista automaticamente, sem qualquer tipo de intervenção."

Ou a falta da brisa

Uma passagem para o espaço, por favor

Algumas pessoas expressaram dúvidas a respeito da viabilidade do projeto. Soma-se entre os céticos Roger Launius, especialista em voo espacial da Smithsonian Institution’s National Air and Space Museum. "A crença de que eles podem enviar até 20 pessoas a 100 quilômetros de altura em um foguete sem uma nave-mãe e sem preparo, reutilizando o foguete até 50 vezes, chama a atenção", diz ele.

A equipe chinesa, no entanto, está confiante no projeto e acrescentam que a alta na demanda desse serviço irá guiar o projeto. No artigo apresentado na IAC, a equipe deixou registrada que "mais e mais pessoas comuns tem se interessado na experiencia de um voo espacial. "Talvez não seja para todos, falou Han, que prevê um valor nas passagens entre $$ 200 mil e $$ 250 mil (610 mil e 987 mil Reais na cotação de hoje).


Fonte: http://futurism.com/china-plans-worlds-largest-spaceplane-for-2020-launch/

[Tradução: @difurlan1]

PEC 241: O próprio IPEA desmentiu que a saúde perderia R$ 743 bilhões em 20 anos

A esquerda mentiu de novo. Na nota, o instituto esclarece: “A posição institucional do Ipea é favorável à PEC 241”.


Poucos órgãos cometeram mais trapalhadas durante o governo Dilma Rousseff que o IPEA. E todas elas com alguma relação a graves interferências políticas por parte do PT. Nos dois exemplos mais famosos, o instituto negou-se a fornecer dados negativos durante a campanha que reelegeu a petista, e cometeu erros grosseiros de pesquisa sobre a violência contra a mulher. Agora, no governo Temer, fica a sensação de que a estrutura por lá não foi devidamente desinfetada.
Porque, na semana que a esquerda se mobilizou contra a PEC 241, surgiu um estudo feito pelo IPEA dizendo que a iniciativa provocaria perdas na saúde de até R$ 743 bilhões em 20 anos. No mesmo instante, toda a militância esquerdista começou a reverberar a informação, com o conteúdo do Estadão sendo republicado em vários outros veículos. Horas depois, o próprio IPEA se manifestaria. E o que diria? Que aquela informação não representava “a posição do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), tampouco do Ipea“. Que a alegação era de “inteira responsabilidade dos autores“, no caso, os pesquisadores Fabiola Sulpino Vieira e Rodrigo Pucci de Sá e Benevides.
Na sequência, o próprio IPEA aponta nada menos do que dez inconsistências do tal estudo. Por ser muito técnico, o Implicante reproduzirá na íntegra, com a liberdade de alguns grifos:
1 – Foi desconsiderada a antecipação que a PEC nº 241, de 2016, fez em relação às aplicações mínimas em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) definidas na Emenda Constitucional nº 86, de 2015. Em outras palavras, o método de cálculo mínimo vigente prevê a vinculação da aplicação mínima a um percentual da Receita Corrente Líquida (RCL), de forma escalonada: 13,2% da RCL em 2016, 13,7 % em 2017, 14,2% em 2018, 14,7% em 2019 e 15,0% em 2020. Nesse sentido, o Relatório aprovado na Câmara no dia 10/10/2016 antecipou a incidência do percentual de 15% da RCL para o ano de 2017, que só seria realizado em 2020. Nesse quesito, o Novo Regime Fiscal permitirá um acréscimo de cerca de R$10 bilhões a ser observado em 2017, totalizando R$ 113,7 bilhões.
2 – As estimativas levam em conta que será imposto um limite MÁXIMO às despesas com ASPS, sendo que o Novo Regime Fiscal define um limite MÍNIMO. Ou seja, nada impede que o Poder Executivo ou o Poder Legislativo fixe despesas em saúde acima do mínimo. Por oportuno, ressalta-se que, nos anos recentes, as despesas com saúde do Governo Federal têm se situado acima do mínimo constitucional, conforme pode ser verificado no gráfico abaixo:
Gráfico 1 – Histórico de aplicação em Ações e Serviços Públicos de Saúde (União)


Fonte: Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária da União e projeção SOF (2016).
4 – Não foram mencionadas as fragilidades da regra de cálculo vigente, em especial, aquelas decorrentes da volatilidade da receita. Se o gasto mínimo nesse setor continuar atrelado ao desempenho da receita, nos momentos em que esta estiver crescendo abaixo da inflação, como tem ocorrido nos últimos anos, o gasto mínimo ficará defasado. A título de ilustração, cabe mencionar que, em 2015, a despesa mínima com saúde cresceu 6,9%, sendo que a inflação foi 10,7%Em 2016, o mínimo constitucional vigente implicaria uma queda de 7,3% dos recursos alocados em saúde, sendo que a inflação projetada para esse ano é de 7,2%.
5 – Além disso, o atual critério obriga a expansão dos gastos com saúde de forma acelerada nos momentos de rápido crescimento da receita. Isso, muitas vezes, leva a aumentos de gastos mal planejados, apenas com a finalidade de cumprir a regra do gasto mínimo. Não obstante, nos períodos de bonança são construídos novos hospitais e contratados servidores. Quando surge uma recessão, a receita cai e não há recursos para fazer a manutenção e o custeio das novas instalações ou pagar a folha. Trata-se de um padrão pró-cíclico (cresce quando a economia está crescendo e vice-versa) e pouco eficiente de gestão. Resumindo, referenciar o gasto mínimo à inflação gera um padrão menos volátil e mais previsível de despesa mínima, permitindo melhor planejamento e controle da despesa nesse setor fundamental.
6 – A comparação internacional citada no texto resume-se apenas ao gasto público em saúde no Brasil, sendo que as despesas privadas também são importantes para melhorar as condições de vida dos cidadãos. Nesse contexto, quando comparado à despesa total de saúde em percentual do PIB, o Brasil investe mais em saúde (8,3%) do que muitos dos seus pares, como Argentina (4,8%), México (6,3%), Colômbia (7,2%) e Chile (7,8%), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
7 – Em nenhum momento, a nota menciona que o Novo Regime Fiscal pode ser revisto em 10 anos, o que prejudica a conclusão, haja vista que as estimativas estão referendadas no ano de 2036. Além disso, não é razoável supor que o cenário de crescimento da economia com ou sem a aprovação do Novo Regime Fiscal seja o mesmo. Nesse sentido, o cenário da não aprovação da PEC afetaria negativamente o setor da saúde de duas maneiras: (i) a receita corrente líquida seria menor, por conta do menor crescimento econômico; e (ii) o piso vigente atingiria 15% da RCL apenas em 2020. Resumindo, o comprometimento com a sustentabilidade fiscal afeta positivamente as expectativas dos agentes econômicos, ampliando os investimentos e a geração de emprego. Com efeito, a expectativa de mercado mais recente registrada no Boletim Focus em relação ao crescimento do PIB é de cerca de 0,8p.p. maior do que o registrado antes do envio da PEC nº 241, de 2016.
8- Cabe destacar que o estudo parte do pressuposto que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em nada depende dos efeitos da PEC. Uma premissa irrealista e desconectada dos pressupostos dos fundamentos macroeconômicos: estabilidade de preços, salários e câmbio.
9- O estudo também não considera o efeito positivo da recuperação da economia na arrecadação de estados e municípios, o que resultará indiscutivelmente em mais recursos para a saúde.
10- O trabalho desconsidera adicionalmente a possibilidade de ganhos de produtividade na gestão das políticas públicas em saúde, possibilidade evidenciada em vários estudos sobre o tema.
O IPEA, então, conclui: “A posição institucional do Ipea é favorável à PEC 241, por entender que ela possibilitará o equilíbrio das contas federais e um novo círculo virtuoso de crescimento“.

Um pouco sobre Stonehenge

O monumento Stonehenge, localizado na Inglaterra, foi construído entre 2500 e 2000 a.C.. 


Sua função original permanece desconhecida, mas os arqueólogos acreditam que pode ter sido um observatório ou templo religioso sagrado,provavelmente pode ter sido frequentado pelo povo celta. 

Evidências recentes sugerem que Stonehenge pode até ter abrigado um cemitério em seus primórdios. Atualmente, centenas de pessoas visitam o local para apreciar o nascer do sol e celebrar o solstício de verão.

Fonte: Discovery

O que aconteceria se você caísse em um buraco negro?

O buraco negro é um dos mistérios mais intrigantes da ciência. Ele nada mais é do que uma deformação no espaço-tempo, causado pelo colapso de uma estrela. Isso resulta em um vácuo, onde o tempo simplesmente para de existir e seu centro começa a exercer um intenso magnetismo, do qual nem matéria nem luz conseguem escapar, sendo sugados para seu interior. Mas o que aconteceria se você fosse sugado por um?


#1 - É importante começar dizendo que você morreria. Se não muito rapidamente, rapidamente. Mas digamos que você não morra, e aí, o que acontece?
#2 - O quão cedo você morre depende da massa do buraco negro. Um pequeno te mataria antes mesmo de você entrar nele, enquanto você provavelmente poderia viajar dentro de um buraco negro super massivo por uma boa quantidade de tempo. Logo, quanto mais longe da singularidade (centro), por mais tempo você vive.
REPRODUÇÃO
#3 - Se um buraco negro for do tamanho da Terra, por exemplo, sua força gravitacional vai ser muito mais forte sobre sua cabeça do que sobre os dedos da mão ou dos pés. Por isso, seu corpo seria totalmente esticado, e, à medida que se aprofundasse mais no vácuo, isso seria mais intenso, te transformando quase que em um espaguete.
#4 - Você sofreria o efeito parecido com o de uma pasta de dente sendo espremida para fora do tubo. Explicando: os buracos e seu entorno sofrem o mesmo fenômeno que as marés, e devido ao seu tamanho, suas “ondulações” seriam ainda mais intensas, impedindo o corpo de fazer quaisquer movimentos voluntários.
REPRODUÇÃO
#5 - Se você escolhesse mergulhar de cabeça, ela conseguiria sentir os efeitos da curvatura do espaço-tempo, então veria o tempo passando mais lentamente, transformando sua queda em eterna, mesmo que ela estivesse acontecendo muito rápido, porque estaria na velocidade da luz.
#6 - Um buraco negro curva tanto espaço que, uma vez cruzada sua borda, existiria apenas uma direção possível. É como estar dentro de um buraco muito apertado que se fecha atrás de você a cada passo.
#7 - A massa do buraco negro é tão concentrada que, em algum ponto, até distâncias minúsculas (de alguns centímetros) significariam que a gravidade agiria com milhões de vezes mais força em diferentes partes do seu corpo. Suas células seriam arrancadas enquanto seu corpo seria esticado mais e mais até você se transformar em um riacho de plasma fervente do tamanho de um átomo.

                                                                                                REPRODUÇÃO

Japoneses estão desenvolvendo tecnologia de transmissão de energia sem fio proveniente de painéis solares espaciais

Já imaginou não ter que se preocupar em ter que recarregar o seu celular todo dia? É provável que no futuro isso seja possível. Engenheiros no Japão têm concentrado esforços no desenvolvimento de um sofisticado sistema que consegue enviar grandes quantidade de energia elétrica a distâncias consideráveis.

O objetivo da pesquisa, eventualmente, é criar um enorme painel solar baseado no espaço que não é afetado pelos sistemas meteorológicos e que, constantemente, possa coletar grandes quantidades de energia e enviá-las aos receptores na Terra via microondas.
Durante a feira de eletrônicos Ceatec, que acontece no Japão nesta semana, a J Space Systems apresentou algumas das antenas que usa para receber as transmissões de microondas de alta potência. Batizadas de “Rectenna”, elas são antenas planas sintonizadas na frequência de 5.8GHz.
A empresa conseguiu com sucesso transmitir energia a uma distância de cerca de 50 metros usando o sistema, apesar de apresentar perdas consideráveis. A antena envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e consegue colher 340 watts de uma antena receptora que tinha 2,6 metros por 2,3 metros.
A Mitsubishi Heavy Industries também está a frente de uma pesquisa similar e no ano passado conseguiu enviar 10kW de energia a uma distância de cerca de 500 metros, um recorde para pesquisadores japoneses. Para fazer isso, ela usou amplas matrizes de transmissão e recepção.
Se a tecnologia continuar a progredir, haverá uma série de usos para ela. Um deles é usar a curta distância para enviar energia em torno das fábricas, permitindo que máquinas, sensores e estações de trabalho facilmente sejam configurados sem ter que executar novos cabos de alimentação.
Outra uso bem útil dessa tecnologia é enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais através de balões. Mas tudo isso soa pequeno quando comparado a ideia futurística de painéis solares orbitantes capazes de coletar grandes quantidades da energia do sol e enviá-las a Terra.
A grande tarefa para que essa tecnologia chegue no estágio desejado é reduzir perdas de transmissão.
A agência espacial japonesa, que está atrás da ideia, admite que a ideia de colheita de energia solar no espaço não é nova. Projetos anteriores em outros países chegaram perto, mas devido a falta de suporte para um sistema como esse não evoluíram.
Mesmo assim, a agência espacial está continuando a direcionar pesquisadores para a tecnologia. Mas se mantém realista: “levará tempo significativo e esforços para superar os muitos obstáculos no caminho para a concretização de um sistema de energia solar espacial”, disse.
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Jacaré-do-pantanal parece sorrir ao ser clicado com coroa de borboletas

Um Caiman yacare, ou jacaré-do-pantanal, foi flagrado com uma “coroa” de borboletas coloridas. O animal aparece descansando na margem de um rio, com mais de dez borboletas de diferentes espécies pousadas em sua cabeça. Quem fez o registro foi Mark Cowan, pesquisador da Universidade de Michigan (EUA), em visita à América do Sul.


Este acontecimento não é único, já que borboletas e outros insetos como abelhas bebem a lágrima dos répteis em busca de sais. Belas imagens com borboletas e tartarugas também já foram registradas no Equador.


O que tornou a imagem especial é o posicionamento dos insetos e o olhar lateral do jacaré, que parece exibir um sorrisinho satisfeito. A imagem recebeu destaque na competição Royal Society Publishing 2016. [Colossal]

Titanic: o mistério da Lua 'assassina' que causou o desastre

Mais de um século se passou, e o naufrágio do Titanic ainda fascina o mundo. Aqui mesmo em nosso site podemos ver diversas curiosidades sobre o Titanic, e sua história está espalhada por toda a internet. Mesmo assim, cientistas continuam investigando a história, e novas revelações acabam surgindo.


Dessa vez, descobertas recentes revelam algo que a primeira vista, pode até parecer surreal ou místico, mas não é: trata-se de uma pesquisa genuinamente cientifica, indicando que a Lua teria sido uma das principais causadoras do desastre do Titanic!


Tudo começou com os estudos astronômicos e climáticos realizados pelo Dr. Donald Olson, da 'Texas State physics faculty'. Suas pesquisas revelaram uma série de eventos, que depois foram inclusive estudados e aceitos por diversos outros cientistas e especialistas.


Os pesquisadores descobriram que o terrível acidente do Titanic (em 14 de abril de 1912), aconteceu apenas 3 meses depois de um raro evento astronômico: A Lua atingiu seu maior perigeu (maior aproximação com a Terra) em 1400 anos, em 12 de janeiro de 1912. Essa 
proximidade recorde da Lua reforçou sua atração gravitacional, causando marés altíssimas, que desprenderam um número anormal de icebergs na região da Groenlândia. Depois disso, as conhecidas correntes marítimas do Atlântico só fizeram seu trabalho de sempre, e deslocaram os icebergs rumo ao sul, bem a tempo de atravessarem o caminho do Titanic. Ou seja, na época do desastre do Titanic, o mar estava infestado de inesperados icebergs, bastante incomuns e gigantescos!


Em branco as correntes marítimas, em vermelho a provável rota do Iceberg, e em amarelo a rota do navio
Claro que em última análise, o iceberg ainda foi o culpado direto pelo acidente do Titanic, mas os cientistas alegam que essa nova descoberta explica melhor a razão da grande e excepcional quantidade de blocos de gelo no oceano em 1912.




Estamos observando o nascimento de um exoplaneta gigantesco!

Os astrônomos conseguiram observar um planeta em formação pela primeira vez!

Ilustração artística mostra o exoplaneta LkCa 15 b em formação ao redor de sua estrela hospedeira,
que se encontra a 450 anos-luz da Terra, na constelação de Touro.
Créditos: Karen L. Teramura / UH IfA


O planeta orbita uma estrela muito jovem, parecida com o Sol, localizada em uma gigantesca nuvem molecular a 450 anos-luz da Terra, na constelação de Touro.

Os astrônomos já haviam notado uma lacuna no disco de gás e poeira que cerca a estrela, conhecida como LkCa 15. Eles suspeitaram que aquilo se tratava de uma atração gravitacional de um planeta em evolução numa zona orbital, semelhante à forma como algumas luas criam lacunas nos anéis de Saturno.

Agora, uma nova série de observações acrescentaram detalhes importantes sobre o processo de formação, mostrando pela primeira vez como ele está se alimentando de gás e hidrogênio.


"Esta descoberta tem profundas implicações para a nossa compreensão do processo de formação planetária e das propriedades dos planetas jovens", disse o astrofísico da Universidade de Princeton, Zhaohuan Zhu.

A pesquisa, publicada na revista Nature, também revela que o planeta chamado LkCa 15 b, parece ter um ou dois irmãos.

"Vemos a estrela e uma lacuna, e alguns pontos de luz nessa lacuna. Esses seriam os candidatos a planeta", disse a estudante de graduação em Astronomia Stephanie Sallum, da Universidade do Arizona.


Na imagem vemos as observações feitas pelos cientistas. Á esquerda, o disco LkCa 15, e à direita
vemos uma região aproximada onde encontram-se os pontos de luz. O local da estrela está marcado.
Créditos: Kraus & Ireland

Como a estrela LkCa 15 encontra-se muito distante, a distância entre ela e seu planeta, de acordo com o nosso ponto de vista, parece assustadoramente pequena. É como se estivéssemos enxergando um ponto a uma distância de 1 quilômetro.

Com óptica adaptativa que corrige as distorções atmosféricas, e uma nova técnica de mascaramento, Stephanie e seus colegas usaram o Telescópio Binocular Grande no Arizona para espiar essa pequena fenda entre a estrela e o novo planeta. Lá eles encontraram impressões digitais químicas reveladores de hidrogênio super aquecido, a mais de 9.000°C, sendo atraído pelo planeta LkCa 15 b. A distância entre o exoplaneta em formação e sua estrela é cerca de 16 vezes a distância media entre a Terra e o Sol.

Já nos planetas irmãos, os astrônomos não conseguiram detectar emissões semelhantes. "Pode ser que não estamos vendo a luz porque ela está sendo bloqueada por poeira. Outra opção é que a acreção pode não ser algo constante", disse Stephanie.

Os astrônomos terão muito tempo para continuar observando a formação do exoplaneta LkCa 15 b, porém, não será tempo suficiente. Segundo modelos feitos em computador, a formação de planetas pode durar milhões de anos.

A grande questão levantada pela formação de LkCa 15 b é: como um planeta gigante pode se formar em torno de uma estrela com apenas 2 milhões de anos?!



Fonte: Nature / Space
Imagens: (capa-ilustração/divulgação) / Karen L. Teramura / UH IfA / Kraus & Ireland




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Asgardia, a proposta para uma nação espacial, aceita pedidos de cidadania

Líderes da proposta da nação espacial chamada de Asgardia discutiram o projeto em uma entrevista coletiva em Paris, no dia 12 de outubro de 2016. A equipe discutiu a possibilidade da construção de uma estação espacial, como mostrada na interpretação deste artista, que eles lançaram aos veículos de comunicação. Créditos: James Vaughan


Por Rob Coppinger, para a Space
Uma proposta de nação espacial chamada Asgardia já está aceitando pedidos de futuros cidadãos.
Líderes do projeto Asgardia discutiram a proposta de uma nação espacial em uma entrevista coletiva em Paris na quarta-feira (12 de outubro). Os líderes pretendem lançar o primeiro satélite Asgardia em 2017 e dizem que gostariam de, eventualmente, ter uma estação espacial onde alguns, apesar de não todos, dos seus planejados 150 milhões (principalmente residentes da Terra) de habitantes vivessem e trabalhassem lá.
Asgardia, em homenagem a Asgard, a casa dos deuses nórdicos, será uma democracia com ênfase na liberdade do indivíduo para desenvolver tecnologias espaciais, de acordo com Igor Ashurbeyli, líder da equipe e fundador do projeto Asgardia. Pessoas podem agora solicitar para ser selecionadas como uma dos 100.000 cidadãos através do site da nação, asgardia.space. No momento desta publicação, o número de candidatos já atingiu mais de 84.000, segundo o site. Enquanto Asgardia (ainda) não é oficialmente uma nação, os potenciais cidadãos devem cumprir os requisitos legais para a aplicação das Nações Unidas de Asgardia – por exemplo, eles devem ser de nações que permitam múltiplas cidadanias.
Asgardia seria uma nação no espaço, em baixa órbita da Terra, ou pouco além, disseram os líderes do projeto. A equipe do projeto Asgardia disse que eles acham que precisam, pelo menos, de dezenas de milhares de cidadãos antes que formalmente se apliquem à ONU para o reconhecimento (embora hajam 14 países no mundo com menos de 100.000 cidadãos).
Ilustração do um satélite. Com aspecto futurista, orbitando a Terra. Está disponível no site do “projeto Asgardia, uma missão para criar um país no espaço”. Crédito: James Vaughan
A futura nação está sendo criada para “servir a humanidade” e para “a paz no espaço”, de acordo com Ashurbeyli. Um cientista por formação, Ashurbeyli fundou o que é hoje um arrendamento, Socium Holding, que, de acordo com o site da Asgardia, tem “mais de 10.000 funcionários e 30 empresas ao redor do mundo”. De acordo com seu próprio site, as empresas colaboradoras com a Scoium Holding estão “operando em muitos setores diversos, nos domínios da ciência, da tecnologia e da esfera social”.
“Se você olhar para a população de uma nação, estatisticamente, 2 por cento da população são criativas, produtivas e progressivas, por isso esperamos que, ao olhar para a população da Terra, 7,5 bilhões de pessoas, estejamos esperando que 150 milhões sejam aquelas pessoas criativas e progressivas [que se tornem Asgardianos]”, disse Ashurbeyli ao Space.com.
Ele disse que, durante a seleção de cidadania, será dada preferência aos candidatos que desenvolvem e investem em tecnologias espaciais. Ashurbeyli descreve Asgardia como um estado que não irá se distrair com coisas como infra-estrutura, estradas e hospitais. Ele chamou Asgardia de “…um reflexo da Terra no espaço, mas sem as fronteiras, limites, restrições religiosas e linhas de estado; Um reflexo em um espelho digital, sem todos esses inconvenientes. Nós preferimos o diálogo com pessoas e empresas, e não com os estados… [Asgardia] facilita isto e, dentro desse pacote, as pessoas podem ser criativas”.
Ram Jakhu, diretor do Instituto de Direito Aéreo e Espacial da Universidade McGill, em Montreal, é o perito legal da equipe do projeto Asgardia. Jakhu disse ao Space.com via Skype, no dia 12 que, com os cidadãos selecionados, um governo, e uma nave espacial habitada para proclamar território, Asgardia acabaria cumprindo três dos quatro elementos que a ONU considera para uma nação ser um Estado. O quarto é o reconhecimento pelos Estados membros da ONU.
Durante a mesma chamada no Skype, Jakhu disse ao Space.com que “se [Asgardia] faz coisas boas”, então ele não pensa que ganhar o reconhecimento dos existentes Estados membros da ONU será um problema.
“A visão [de Asgardia] é muito, muito clara: Esta nação vai fazer coisas para ajudar a proteger a Terra e, além disto, será para fins exclusivamente pacíficos. E também permitirá o acesso aos países em desenvolvimento que não possuem [acesso ao espaço]. Então, se isso for feito, o reconhecimento não será um grande problema. Se estes quatro elementos [território, população, governo e reconhecimento] forem alcançados, nos tornaremos um estado e poderemos solicitar a sua adesão à Organização das Nações Unidas”.
Nenhuma taxa é necessária para os pedidos de cidadania e não se esperam que os novos cidadãos contribuam nos custos do primeiro satélite, que será chamado de Asgardia, que a equipe do programa planeja lançar no final de 2017. Ashurbeyli não forneceu quaisquer detalhes sobre o satélite ou de sua função, mas disse que será “100 por cento financiado”.
Ashurbeyli disse que o primeiro satélite Asgardia seria lançado de uma das nações exploradoras, mas o Estado do lançamento (o país que vai fazer o lançamento) seria um país com uma economia emergente que não seja signatário do Tratado do Espaço Exterior. Os pontos de vista da equipe do projeto serão em parceria com os países em desenvolvimento, como uma maneira para que países que ainda não tenham tido acesso ao espaço sejam envolvidos.
Tratado do Espaço Exterior (OST, sigla em inglês) foi um acordo internacional feito durante a Guerra Fria, em 1967, e assume que todas as atividades no espaço serão conduzidas por um Estado-nação. Ashurbeiylj disse que vê a OST como restritiva, com a sua abordagem sendo levada apenas a atores estatais. Ashurbeyli quer que indivíduos e empresas sejam capazes de agir no espaço sem o envolvimento direto do governo. A OST também diz que nenhum estado-nação pode possuir território no espaço exterior e os signatários são obrigados a seguir isto. A parceria com uma nação não-signatária evita tais complicações legais, em matéria de exploração dos recursos espaciais, disse ele. Os países africanos não são signatários do OST ─ Etiópia e Quénia, em particular ─ são vistos como potenciais candidatos para ser o Estado de lançamento do satélite.
A equipe do projeto Asgardia também tem planos para satélites que protegerão a Terra contra asteróides e detritos espaciais. Um membro da equipe do projeto Asgardia, Joseph Pelton, que é diretor emérito do Instituto de Pesquisas Avançadas Space&Communications, da Universidade George Washington, disse ao Space.com, após a conferência de imprensa, que a defesa da Terra exigiria uma nave espacial diferente.
Para a defesa contra asteróides, Pelton prevê uma frota de naves espaciais que seriam lançadas para atender a enormes distâncias, para atingir a rocha espacial antes de atingir a Terra, disparando lasers na superfície do objeto. O laser de fogo vaporizaria partes da superfície, e os jatos resultantes de vapor iriam criar força na suficiente para empurrar lentamente o asteróide em outra direção, evitando a Terra. Pelton espera que Asgardia trabalhe com os Estados-nação da Terra para financiar tal sistema de defesa.
Para uma defesa contra ejeções de massa coronal (poderosas rajadas de partículas carregadas do Sol que podem danificar satélites ou redes de energia), Pelton disse ao Space.com: “Eu estou trabalhando com Jim Green, que é chefe de ciências planetárias da NASA, e pensamos que pode ser possível implantar um sistema em L1, a um milhão e meio de quilômetros [930,000 milhas] de distância, que teria de um a dois tesla de campos magnéticos, e isso seria como um cinturão de Van Allen artificial”. Tesla é a unidade de medida pela força de um campo magnético (não é apenas o nome de uma companhia de carro), e a órbita L1 fica entre a Terra e a Lua. Os cinturões de Van Allen são uma coleção de partículas carregadas, reunidas no lugar, pelo campo magnético da Terra, que desviam partículas nocivas do sol.
Pelton passou a descrever uma estação espacial inflável, a Bigelow Aerospace, posicionada em L1, que utiliza a energia solar para criar o campo de força magnética para mitigar o impacto das ejeções de massa coronal. Para estes projetos de defesa e outros desenvolvimentos da tecnologia espacial, Ashurbeyli disse ele prevê um crowdfunding como uma potencial fonte de capital de investimento.
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