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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Usuária de drogas, moradora de rua vive há 7 anos dentro de boca de lobo no DF

Conhecida pela vizinhança em Ceilândia como 'Dona Goreti', mulher é usuária de crack. Espaço no subterrâneo conta até com cama e fogão
Usuários de drogas vivem em bueiros, em Ceilândia

Usuária de drogas, uma moradora de rua no Distrito Federal encontrou abrigo em um dos bueiros de Ceilândia Norte. Conhecida como "Dona Goreti", ela mora na boca de lobo há sete anos. Segundo a própria moradora, ela trabalha pela vizinhança como lavadeira, vigiando carros ou fazendo faxina.

O repórter da TV Globo Edson Ferraz visitou o local e afirmou que é extremamente apertado e insalubre. “O cheiro é terrível. Tem uma cama lá no fundo, um fogão.” Ela afirma que o sonho é um condomínio para moradores de rua. “Queria um cantinho não só para mim, para meus irmãos aqui da rua”, disse.

“Eu tenho sete filhos, seis netos, mas não estão no meio da rua. Não estão jogados nem largados não.”


"Dona Goreti" afirma que gostaria de parar com o vício. “Todos nós queremos, né? O crack está tirando meu tempo e minha saúde”, disse.
Interior de bueiro onde vive moradora de rua (Foto: TV Globo/Reprodução)
Moradores incomodados
Nas proximidades, uma mini-cracolândia em crescimento incomoda a vizinhança. Segundo o líder comunitário Edson Batista são diversas calçadas e bueiros sem tampa ocupados por usuários de drogas.


“Os bueiros na maioria estão sem tampa, é um risco muito grande para nossa comunidade. Tem muiros usuários de drogas na verdade, tem bueiros e eles moram dentro deles”, afirma. A comunidade espera uma solução do governo. “Sinalizar, colocar policiamento e tampa nos bueiros”, disse Edson Batista.

Segundo a gerente do Centro Especializado em Atendimento à População em Situação de Rua (Centro Pop) da Secretaria de Direitos Humanos, Thaís Bento, a pasta possui um serviço de abordagem social.
Cortina dentro de bueiro onde vive moradora de rua (Foto: TV Globo/Reprodução)
“São feitas abordagens em todo o DF, para que essas pessoas acessem vagas de acolhimento, políticas de saúde e educação”, afirmou. Ainda segundo Thaís, a secretaria não realiza a retirada compulsória. “O usuário tem que aceitar, ter interesse nas ofertas de serviço. Não fazemos a retirada forçada dessas pessoas da rua”, declara.


Segundo o repórter Edson Ferraz, uma pequena vila está se formando próximo à linha do metrô. “São barracas totalmente improvisadas com pedaços de madeira, lona. É uma situação bem precária”, afirmou.
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