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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Rio de 1.500 km é descoberto em Marte


Os astrônomos da ESA, a Agência Espacial Europeia, liberaram imagens 3D incríveis da parte superior da região Reull Vallis, de Marte, que revelam o leito seco de um rio de 1.500 km de comprimento.
Originalmente, o rio, que em partes tinha 7 km de largura e 300 metros de profundidade, corria das serras de Promethei Terra para a enorme bacia Hellas. Para comparar, o rio Amazonas tem a largura máxima de 11 km (estação da seca) a 50 km (estação das chuvas), com 100 metros de profundidade.
As câmeras estereoscópicas a bordo do Mars Express também revelaram numerosos tributários que alimentavam o rio gigantesco.
À direita das imagens, podem ser vistas as montanhas de Promethei Terra, elevando-se a 2.500 metros acima das regiões planas ao redor, uma paisagem não muito diferente de outras do nosso planeta.

Igual à Terra

A equipe de cientistas da Mars Express informou que o rio tinha água em abundância entre 3,5 e 1,8 bilhões de anos atrás, durante o período Hesperiano.

Depois, começou o período Amazoniano, que invadiu o Reull Vallis com uma geleira. Esta geleira escavou o vale em que o rio estava, empurrando detritos e gelo, e causando as bordas vivas que podem ser vistas nas imagens.
Reunindo os dados dos robôs e sondas da Nasa e ESA, percebe-se que Marte sofreu os mesmos processos geológicos que aconteceram na Terra.
Geólogos planetários acreditam que o Reull Vallis é idêntico a outros vales glaciais da Terra, como o que pode ser visto no Yosemite, EUA. A certo ponto, Marte pode ter se parecido com isto:
Muito mais tarde, o vale sofreu o impacto de meteoros, originando as crateras que podem ser vistas nas imagens abaixo. Acredita-se que elas e outros aspectos da paisagem podem conter bastante gelo.[ESAGizmodo]

Vista aérea, em cor natural

Vista em perspectiva, mostrando um tributário conectando com o rio, no meio da imagem

As setas na foto destacam o rio e um dos seus tributários

O Reull Vallis em uma vista de perspectiva, com uma cratera preenchida de sedimentos em primeiro plano

Imagem estereoscópica, para quem tiver óculos anaglíficos (lente esquerda vermelha, lente direita azul ou ciano) para ver em 3D


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