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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pesquisa revela que 44% dos brasileiros seguem mais de uma religião

A carioca Anelise Roque montou, em casa, um pequeno altar que reúne elementos de várias crenças - Antoni o Scorza

RIO — Em um altar num cantinho da casa da funcionária pública Anelise Roque, dividem espaço uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, outra de São Francisco de Assis, alguns cristais, um Buda e um Ganesha. Até Frida Kahlo e Maria Bonita foram ali colocadas — como representação do sagrado feminino. Católica até por volta dos 20 anos de idade, Anelise, hoje aos 32, considera-se muito religiosa, mas sem seguir uma doutrina específica.

Deixei de ser católica quando parou de fazer sentido para mim. Hoje, minha fé assimila elementos de várias religiões e figuras inspiradoras que não necessariamente têm a ver com religião. Eu me considero espiritualizada: acredito em Deus, oráculo, signo, no sagrado feminino — lista ela. — E acho que isso é geracional. Enquanto minha mãe e minha vó são muito católicas, por exemplo, conheço várias pessoas da minha idade que creem a seu próprio modo.

Esse cenário de fé múltipla é sinalizado em uma pesquisa inédita que será apresentada no XI Congresso de Medicina e Espiritualidade (Mednesp), realizado entre os dias 14 e 17 de junho, no Riocentro. O estudo, que avaliou o comportamento religioso e espiritual do brasileiro, revela que 44% das pessoas se consideram seguidoras de duas ou mais religiões, e 49% nasceram em uma religião diferente da que têm hoje. E o número de pessoas que se dizem espiritualistas é, pela primeira vez, significativo: se no Censo 2010 esse índice era de apenas 0,03% da população, na atual pesquisa chega a 4,4%.

Em relação a crenças, metade das pessoas entrevistadas acreditam em reencarnação. Mas ainda é maior o percentual das que acreditam em extraterrestres: 53%. A astrologia é defendida por 42% das pessoas, e 70% delas afirmaram já ter tido intuição pelo menos uma vez na vida.

Autor do estudo, o psiquiatra Mario Peres, pesquisador do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER) da Universidade de São Paulo (USP), destaca que os dados comprovam a fama de que o brasileiro tem um lado espiritual forte, e, em quase metade das vezes, pratica o sincretismo — mistura de diferentes cultos, com reinterpretações de seus elementos.


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