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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Nasa: Marte tem água líquida em sua superfície



A agência espacial americana afirmou nesta segunda-feira que tem as "provas mais sólidas" da existência de veios de água na forma líquida no planeta. Água corrente é uma das condições primordiais para o surgimento e desenvolvimento de vida;

A imagem de Marte mostra os veios escuros de 100 metros de comprimento que, de acordo com cientistas da Nasa, são formados por água líquida (VEJA.com/Nasa)
A Nasa anunciou nesta segunda-feira que encontrou as “provas mais sólidas” até o momento da existência de água líquida em Marte. De acordo com a agência espacial americana, informações obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO, na sigla em inglês), em órbita no planeta vermelho, identificaram a presença de água corrente em veios de cerca de 100 metros de comprimento ao longo de crateras na superfície.

Ela flui durante os meses de verão (que em Marte tem temperaturas de 23°C negativos) e desaparecem ao longo do inverno. A fonte da água e sua composição ainda são desconhecidas. A presença de água na forma líquida é uma das condições primordiais para o surgimento e desenvolvimento de vida.

“Nossa missão em Marte tem sido o de ‘seguir a água’ em busca por vida no Universo, e agora temos evidências convincentes que validam o que havíamos suspeitado por muito tempo. Há água fluindo em Marte”, disse o astronauta John Grunsfeld, um dos pesquisadores da Nasa em comunicado.

Sais hidratados – As evidências vieram de um estudo publicado no periódico Nature Geoscience nesta segunda-feira (28). Na análise, um time de cientistas liderados por Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, usou as imagens da missão MRO junto a dados do espectro de luz do planeta, para verificar qual poderia ser a composição dos veios escuros que já haviam sido percebidos na superfície de Marte.
Linhas escuras como as vistas no planeta são normalmente relacionadas à possibilidade da existência de água. Em suas análises, Ojha notou que sais hidratados surgiam quando os veios se tornavam maiores. Esses sais têm a capacidade de abaixar o ponto de congelamento das substâncias, agindo da mesma forma que o sal terrestre, quando facilita o derretimento do gelo. Concentrados nas faixas mais largas, os cientistas encontraram uma combinação perfeita entre a localização dos veios e a detecção desses sais hidratados.
“A detecção dos sais nesses veios significa que a água tem um papel vital na formação desses ‘córregos'”, afirmou Ojha em comunicado da Nasa.

Os cientistas ainda não sabem qual a fonte dessa água que, no futuro, pode ser um caminho para a detecção de vida microbiana. “Não sabemos se está vindo da superfície. Pode ser que venha da atmosfera”, afirmou Ojha.


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