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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Isso é o que acontece dentro das clínicas que “curam” a homossexualidade


Em muitos países existem clínicas de reabilitação para usuários de drogas ou álcool, bem como outras cuja finalidade é prometer o tratamento psiquiátrico de doenças para seus pacientes. Entretanto, o assunto começa a se complicar quando chega à homossexualidade: uma simples condição onde o indivíduo nasce com determinada condição sexual e a descobre ao longo de sua vida, logo com o desenvolvimento de sua própria sexualidade, tornou-se um grande alvo de incongruência para a sociedade contemporânea.


Apesar de ter sido documentada há milhares de anos (veja como era a homossexualidade em 5 épocas diferentes da história), somente em 17 de maio de 1990 a Assembleia Geral da OMS deixou de classificar a homossexualidade como doença mental, sendo que em passos muito lentos começamos a traçar um caminho de compreensão acerca desse tema.

Mesmo não se tratando de uma doença, ainda existem clínicas no mundo todo que prometem “curar” a homossexualidade, inclusive disfarçando-se de clínicas para toxicodependentes e alcóolatras. Nesse contexto, a fotógrafa equatoriana Paola Paredes, após ouvir vários relatos de amigos sobre esses lugares, decidiu fazer algo para relatar e denunciar o comportamento criminoso e abusivo que ocorre lá dentro.

Paola é homossexual assumida e fingiu-se interessada no tratamento de uma das clínicas para, junto com seus pais, conseguir maiores informações sobre o local. Ela colocou um microfone no sutiã e documentou a rotina das vítimas, que passam por agressão física, fome, estupro, estudo bíblico e reza forçada, além de trabalhos escravo, como escovar um banheiro inteiro usando uma escova de dente, entre outros aterrorizantes.


Os presos são espancados, ficam sem comer por um longo tempo e são obrigados a rezar, estudar a bíblia, fazer exercícios e atividades forçadas de limpeza, sendo também submetidos ao “estupro corretivo”.




As clínicas representam centros de tratamento de drogas e álcool, mas, na realidade, servem um propósito muito mais sombrio.” – diz a fotógrafa, que também entrevistou ex-clientes do local. Lá é totalmente proibido dirigir-se a uma pessoa do mesmo sexo e, caso um paciente seja pego falando ou trocando bilhetes com uma pessoa de mesmo sexo, rapidamente são submetidos às terapias – que na verdade são sessões obrigatórias de tortura psicológica. As punições são a intensificação dos estudos bíblicos, exercícios forçados, autoflagelo e violência, tortura direta e os “estupros corretivos” realizados pelos funcionários.


Ex clientes relatam a realidade chocante desses centros criminosos através de sua suposta terapia intensiva, que consiste em vários métodos de tortura psicológica e uso de extrema violência.


“O que mais me chocou foi quando vi as meninas. As mulheres devem usar maquiagem forte, saia curta e salto alto.”




Nos relatos obtidos, uma das funcionárias deu a uma paciente uma mistura de líquidos por seu comportamento ruim.  Suspeita-se que a bebida continha cloro, café amargo e água sanitária por conta do cheiro forte que exalava.



“No Equador existem aproximadamente 200 instalações para a cura gay. Infelizmente, a maioria desses centros permanece aberta porque estão disfarçados de instalações de tratamento para alcoólatras e toxicodependentes. Internados contra a vontade, as vítimas estão sujeitas à tortura emocional e física.” – diz Paola.





Os pacientes são espancados com vários instrumentos, sendo inclusive cabos de TV. Outros ficam amarrados na cama o dia inteiro e sedados, enquanto outros fazem trabalhos forçados como: pegar todos os cabelos no chão, um a um, lavar um banheiro inteiro usando uma escova de dente e outras tarefas repetidas de limpeza no mesmo local por um dia inteiro. Caso uma dessas tarefas não seja satisfatória para os funcionários, o mesmo mergulha a mão ou a cabeça da vítima no vaso sanitário como punição.




“Durante meses, entrevistei vítimas e reuni histórias de abuso e humilhação. Uma das coisas mais importantes que as vítimas pediram foi permanecer anônimas. Isso foi uma das razões pelas quais escolhi me usar como protagonista das imagens.”


Essas clínicas cobram de 500 e 800 dólares por mês e existem em vários países do mundo todo, principalmente das Américas, de maneira completamente disfarçada. Nesse trabalho, intitulado “Unveiled”, Paola pretende trazer a tona essas histórias a fim de chamar a atenção sobre a existência da homofobia com suas práticas criminosas cometidas contra os homossexuais.

Veja você mesmo os áudios documentados através desse vídeo:
Vídeo aqui!

Por Luciana Calogeras
Fonte

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