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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Estudo revela por que o ateísmo apavora tanta gente


Quando pensam no ateísmo, uma das primeiras reações que as pessoas têm é sobre a morte (ou sobre o medo de ir para o inferno).

Um novo estudo realizado por Corey Cook, psicólogo social da Universidade de Washington, nos EUA, lança alguma luz sobre esse fenômeno.

O estudo de Cook estabelece uma hipótese que ele chama de “teoria da gestão do terror”. A ideia é que a consciência da morte pode deixar as pessoas aterrorizadas, mas esses medos são atenuados pelo sentido cultural de que cada um de nós é uma parte significativa do universo. O anti-ateísmo, logo, parte da “ameaça existencial representada por crenças de visão de mundo conflitantes”.


“O que descobrimos [no estudo] é que, quando os participantes pensavam sobre o ateísmo, isso realmente ativava a preocupação com a morte na mesma medida em que pensar sobre a própria morte”, disse Cook.
Os experimentos

A pesquisa focou no lado inconsciente de considerar a morte. Os pesquisadores realizaram dois experimentos diferentes conduzidos com estudantes no College of Staten Island, escolhido em parte devido à composição diversa de sua população estudantil.


Na primeira experiência, composta por 236 alunos (172 mulheres e 64 homens, a maioria cristãos), os participantes foram convidados a escrever “o que eles achavam que iria acontecer fisicamente quando morressem” e, em seguida, a descrever as emoções que o pensamento de sua própria morte despertava neles.

Em seguida, também responderam quais eram seus sentimentos sobre ateus, incluindo uma classificação sobre sua confiabilidade.


O segundo experimento pediu que 174 alunos descrevessem as emoções que sentiam em relação à sua própria morte ou “anote, o mais especificamente possível, o que o ateísmo significa para você”. Em seguida, os alunos completaram um conjunto de fragmentos de palavras, que poderiam ser preenchidas como palavras neutras (por exemplo, “skill” que significa “habilidade”) ou como palavras relacionadas com a morte (“skull” que significa “crânio”).
Ateísmo e vida após a morte


As experiências de Cook eram mais específicas do que apenas falar sobre a morte. De acordo com a teoria da gestão do terror, pensar nisso faz as pessoas começarem a se preocupar com quem apoia ou não sua visão de mundo, se tornando contra os que acreditam de forma diferente. Isso é inconsciente: você não percebe que tal coisa importa mais do que fazia alguns minutos atrás.
Curiosamente, os ateus no estudo não estavam imunes a isso. Eles também têm que enfrentar a ideia sobre o que vai acontecer com eles – logo, o ateísmo aumenta os pensamentos de morte mesmo para ateus.
Conforme o estudo de Cook destaca, ainda há muita atitude defensiva em torno da noção secular de que a morte é o fim. Muitas pessoas desejam uma vida após a morte, daí a repulsa ao ateísmo. [Vice]
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