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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Doenças adormecidas no gelo estão aparecendo à medida que o clima da Terra esquenta


Sabemos que conforme o aquecimento global vai aumentando gradualmente nossas geleiras vão cada vez mais diminuindo. Com isso, as bactérias e os vírus já há muito tempo adormecidos sob camadas grossas de gelo estão acordando à medida que o mesmo derrete.
Isso pode levar à liberação de doenças altamente prejudiciais aos seres humanos.
Desde a descoberta de antibióticos, as bactérias desenvolveram lentamente uma resistência contra eles, fazendo com que a batalha nunca termine. Mas você já imaginou o que aconteceria se fossemos expostos a um vírus que não vimos há milhares de anos?

Entenda:

Bbc

No ano de 2016, um menino de 12 anos de idade perdeu a vida e outras 20 pessoas foram hospitalizadas depois de serem infectados com antraz.

Laiguan

Presumivelmente, uma rena infectada com antraz há 75 anos morreu e sua carcaça congelada havia sido presa sob o gelo. Então, durante uma onda de calor de 2016, a geada foi descongelada.

Sandiegozoo

Quando o cadáver da rena que entrou em contato com água e o solo, fez com que o antraz fosse liberado no meio ambiente. Isso levou ao contágio de 2.000 renas que pastavam.

Bbc

Isso é inquietante porque provavelmente esse não é um caso isolado. O permafrost congelado é um ótimo ambiente para que as bactérias permaneçam ativas por longos períodos de tempo. O derretimento do gelo poderia potencialmente levar à abertura de uma caixa de doenças de pandora.

Wikipedia

O biólogo evolutivo Jean-Michel Claveire explicou que o permafrost é a preservação perfeita para micróbios e vírus porque é frio, escuro e não há oxigênio.



Bbc

Ele explicou que existem vírus patogênicos que podem infectar humanos. “Estes podem ser preservados em velhas camadas de permafrost, incluindo algumas que causaram epidemias globais no passado”, disse ele.


Bbc

Isso leva à questão: o que mais poderia estar enterrado sob o gelo? Por exemplo, cientistas descobriram fragmentos de ARN da varíola descobertos em cadáveres enterrados em fossas comuns sob a tundra do Alasca.


Cdc

Em 2005, cientistas da NASA encontraram bactérias que haviam sido presas em um lago congelado no Alasca há 32 mil anos. Os micróbios – chamados carnobacterium pleistocenium – existiam no tempo em que os mamutes andavam pela terra.


Az-animals
Os cientistas reviveram uma bactéria de 8 milhões de anos que estava inativa há muito tempo sob uma geleira no Beacon na Antártida. Durante o mesmo estudo, uma bactéria com mais de 100.000 anos de idade também foi revivida.

Buscando novos conhecimentos

Nem todas as bactérias podem voltar a viver depois de milhares de anos sob o gelo. O Antraz é capaz de fazê-lo porque pode criar esporos que são fortes e podem sobreviver congelados durante um longo período de tempo.

Bbc

Em 2014, os cientistas descobriram dois vírus que estavam sob o permafrost da Sibéria há 30 mil anos. Eles eram conhecidos como Pithovirus sibericum e Mollivirus Sibericum e ambos são considerados “vírus gigantes”.


Technoexaminer

Eles foram descobertos 30 metros no subsolo e são “vírus gigantes” porque são tão grandes que podem ser vistos sob um microscópio normal. Eles tornam-se infecciosos muito rápidamente. Por sorte, eles só podem infectar amebas unicelulares.

Wikipedia

No entanto, este estudo ainda sugere que outros vírus, prejudiciais aos humanos, também podem reviver da mesma maneira.

Bbc

Os vírus dos primeiros seres humanos a povoar o Ártico também poderiam surgir. Por exemplo, vírus de espécies como Neanderthals e Denisovans.



Bbc

Isso significa que o conceito de que um vírus pode ser removido do planeta não é correto e nos dá uma falsa sensação de segurança. É por isso que é importante manter o estoque de vacinas, apenas no caso de algum deles voltar a nos causar problemas.




Mais difícil

Muitas bactérias que podem afetar os humanos foram encontradas no gelo, mas também foi encontrada em outros lugares. Em 2017, a NASA encontrou micróbios de 10 a 50 mil anos dentro de cristais em uma mina no México.



Bbc

A bactéria foi encontrada presa dentro de pequenas bolsas de fluido do cristal. Uma vez que foram removidos, eles reviveram e começaram a se multiplicar. É possível que esta possa ser uma nova espécie.


As bactérias mais antigas, foram encontradas em uma caverna em Lechuguilla no Novo México. Encontradas 1.000 metros no subsolo, elas não viam a superfície a mais de 4 milhões de anos.

Bbc 

Devemos nos preocupar com essas coisas? Bem, uma vez que o risco desses patógenos de permafrost é incognoscível, devemos nos concentrar nas ameaças das mudanças climáticas.

Por exemplo, à medida que a Terra continua a aquecer, os países do norte correrão o risco de surtos de malária, cólera e dengue, pois esses patógenos prosperam em um clima quente.

Bbc

É uma possibilidade realmente assustadora.




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