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terça-feira, 20 de junho de 2017

Avanço evangélico é tragédia anunciada, afirma Sottomaior

'Bancada evangélica
não apareceu
do dia para noite'

O avanço dos evangélicos na política brasileira é “uma tragédia anunciada”, afirmou Daniel Sottomaior (foto), 43, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), a propósito da interrupção na quarta-feira (10) da sessão da Câmara dos Deputados pela bancada evangélica para rezar um pai-nosso em repúdio à Parada Gay em São Paulo.


“Essa bancada não apareceu do dia pra noite”, disse ele ao jornal Folha de S. Paulo. “Há muitos anos o dízimo financia candidaturas.”

O presidente da Atea afirmou que a reza no plenário “revoltou” o seu estômago, mas ele não se surpreendeu porque, acrescentou, a violação ao Estado laico vem se aprofundando sem que haja reação de uma força política.

“Ninguém quer desagradar eleitores, mesmo que não tenha base evangélica”, disse. “Ninguém quer a pecha de anticristo ou de ateu.”

Pela Constituição, nenhuma instância de poder do Estado brasileiro, como a Câmara dos Deputados, pode ter envolvimento direta ou indiretamente com crenças religiosas.
 


A bancada evangélica já celebra cultos em salas de comissões da Câmara, mas essa foi a primeira vez que tomou o plenário de assalto.

“O que aconteceu não tem precedentes em termos de ataque ao Estado laico”, afirmou Sottomaior. “Quem interrompeu a sessão para rezar agiu ancorado no poder da presidência da Câmara, que deveria ser a defensora da Constituição.”

O presidente da Câmara é o deputado evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele alegou que permitiu a oração porque não pode proibir uma manifestação de parlamentares, a qual, nesse caso, foi contra o travesti que encenou Cristo crucificado na Parada Gay.

Os evangélicos, na manifestação, pediram respeito para com Cristo. Contudo, no entendimento do deputado Roberto Freire (PPS-SP), naquela Casa é o plenário que tem de ser respeitado.


“Não pode ter nenhuma reza neste plenário”, disse ele aos parlamentares evangélicos depois do pai-nosso. “Vamos respeitar a República laica brasileira.”

Com informação da Folha de S.Paulo, outras fontes e foto de divulgação. 

Fonte

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