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segunda-feira, 26 de junho de 2017

A trágica história de amor descoberta em um antigo cemitério


Um correspondente da BBC, Andrew Whitehead, estava na cidade de Chennai ou como se chamava antes, Madras, para buscar no local os últimos vestígios da presença judaica que existia no local, um cemitério

Enquanto observava alguns vestígios do passado, ele se deparou com o cemitério de uma jovem chamada Victoria M Sofaer, e buscando mais informações descobriu uma verdadeira história trágica de amor.


O local que apesar de pequeno, mas muito bem cuidado é os últimos indícios de que os judeus haviam passado por ali.

Atrás de um portão azul, que havia sido pintado recentemente, uma placa trazia as palavras ‘ A casa da vida’, em português, ( Beit Ha Haim, em Hebraico), indicando que existia ali um cemitério judaico.

Trancado, o portão foi aberto por uma senhora de nome Kumari, que apareceu trazendo um molho enorme de chaves. Kumari era a responsável pelo local, que estava muito bem cuidado. Ao entrar, ela começou a varrer as folhas que caia sobre as lápides.

Tudo havia sido demolido há muitos séculos atrás, e atualmente não existe uma comunidade judaica na cidade. Para ser mais exato, o cemitério é o único lugar que conta um pouco sobre a vida judaica.

Entre as poucas sepulturas que existem no local, uma chamou atenção do repórter, o de uma mulher que morreu em 1943 quando tinha apenas 20 e poucos anos.

Em busca de respostas, ele descobriu em um site que a jovem era conhecida como Toyah e que havia nascido em Bagdá. Ele também descobriu que sua família nunca soube onde ela havia sido enterrada ali.

Através de pesquisas, o jornalista achou uma sobrinha de Toyah, e através dessa sobrinha, ele conseguiu contato com o meio-irmão de Toyah, Abrahan, que tem 94 anos hoje.


A família quando soube da sepultura da jovem, ficaram surpresos, e então contou toda a história, que até então era cercada de silêncio na família.

História de Toyah:
Durante a década de 1920 e 1930, o pai da jovem era proprietário de um empório em Bagdá. Eles importavam vários alimentos, entre queijos, cigarros dos Estados Unidos para Bélgica.

A loja do pai de Toyah ficava na rua Rashid, que na época era a rua principal da cidade. Em 1940, Toyah acabou se apaixonando por um homem que era de uma família armênia, que tinha uma loja de roupas femininas do outro lado da rua.

Quando a família da jovem descobriu o romance, decidiram pôr um fim e tentaram a todo custo achar para ela um noivo judeu, mas ela recusou todos os candidatos.

Foi então que decidiram mandar a jovem para muito longe, para a Índia.

O meio irmão, Abraham contou que estava morando Bombaim para fugir de prestar serviços militar no Exército iraquiano. Ele contou que, quando seus pais chegaram na cidade com Toyah, ela estava em verdadeiro estado de choque. ‘ Não me disse uma palavra’, contou ele ao jornalista. ‘Aquilo me causou grande tristeza’, afirmou.

Ninguém sabia o que estava acontecendo, pois os pais da jovem guardou segredo da família. Anos mais tarde o avô de Abraham lhe contou sobre o romance proibido.

Pouco tempo depois, a família recebeu a triste notícia que a jovem havia falecido.

‘Acredito que ela morreu de coração partido’, contou o meio irmão.

Ao pedir uma foto da família, o jornalista recebeu uma imagem onde apenas 3 meninos estava, e descobriu através da família que a jovem havia sido retirada da imagem, para eliminar todas as lembranças do escândalo e também da tragédia.

Ao saber que existia uma sepultura para ela, o irmão disse que sente-se confortável, pois assim, o mundo saberia da triste história de amor de sua irmã, e da imensa injustiça cometida contra ela.


O jornalista recebeu da família uma carta de agradecimento, que dizia: ‘ Foi muito emocionante ter de volta a memória de Toyah.’




De Jane Silva
Fonte

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