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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Por que Moisés demorou 40 anos para atravessar o Sinai, que só tem 200 km de largura?



Moisés demorou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com os israelitas, que fugiam da escravidão no Egito. Ele morreu pouco antes de entrar no seu destino, a Terra Prometida. Acontece que o Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. A estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode […]



O personagem Moisés em cena da novela Os Dez Mandamentos, da TV Record

Moisés demorou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com os israelitas, que fugiam da escravidão no Egito. Ele morreu pouco antes de entrar no seu destino, a Terra Prometida.

Acontece que o Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. A estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode ser percorrida em duas horas de carro. Dá para ir e voltar no mesmo dia. Por que então a epopeia de Moisés se estendeu por tanto tempo?

A explicação contida na Bíblia e na Torá judaica é a de que os israelitas tiveram de vagar esse tempo todo como punição. Deus ficou bravo porque alguns murmuravam contra ele e decidiu que todos ali, com raras exceções, deveriam morrer antes de entrar na Terra Prometida. Só seus filhos poderiam fazê-lo. O que complica a história são os absurdos que nascem daí.

O texto sagrado fala que 600 000 homens cruzaram o Mar Vermelho para o Sinai. Incluindo mulheres, crianças e idosos, eles poderiam passar de 3 milhões – o equivalente a toda a população do Egito na época. Porém, por mais que arqueólogos tenham escavado o Sinai, até agora não se depararam com um único vestígio de Moisés e de seus seguidores. Nenhuma sepultura, objeto ou inscrição em uma pedra foi achado.

Como todo esse povo teria se alimentado? Segundo a Bíblia, foi com maná, um pão que descia do céu com o orvalho e tinha sabor de bolo de mel. Nenhuma explicação razoável foi dada até hoje sobre o que seria isso.

Com tantas dúvidas e contradições, é natural suspeitar que a narrativa não fala de algo que aconteceu. O texto, por exemplo, sequer dá a localização do Monte Sinai, onde Moisés teria recebido os dez mandamentos de Deus. “Como o ponto do Monte Sinai pode ter se apagado da memória a ponto de ninguém hoje estar certo de sua localização, mesmo sendo o mais importante local para a história religiosa de Israel? Por que o Monte Sinai não tem sido um lugar regular de peregrinação e um centro de culto ao longo da história antiga de Israel?, pergunta o arqueólogo egípcio James Hoffmeier no livro Ancient Israel in Sinai (Oxford University Press). Até nome da montanha aparece de duas formas: Horeb e Sinai.

Também não há nos documentos egípcios qualquer referência sobre o êxodo dos judeus que teria acontecido “aos olhos de todos”. Por fim, em lugar algum da Bíblia se diz qual seria o nome do faraó ou do rei do Egito que perseguiu o grupo no início da empreitada. Na novela Os Dez Mandamentos, da TV Record, ele foi batizado de Ramsés.


Então fica combinado assim. Para os que acreditam que a Bíblia ou a Torá contêm a verdade e se bastam, a história de Moisés é plenamente aceitável. Para os que acham que é preciso algo mais, a travessia ainda carece de alguma comprovação para ganhar veracidade.





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