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sábado, 13 de maio de 2017

Lesões cerebrais tendem a aumentar o fundamentalismo religioso ::UC::

Um estudo publicado na revista Neuropsychologia revela que as lesões numa determinada região do cérebro tendem a aumentar o fundamentalismo religioso no comportamento individual.

“As crenças humanas e, neste caso, as crenças religiosas, são um dos armazenamentos de conhecimento cognitivo e social que nos diferencia de outras espécies e indicativos evolutivos de como os processos cognitivos/sociais influenciaram o desenvolvimento do cérebro humano”, disse o principal autor do estudo, Jordan Grafman, da Universidade Northwestern, nos EUA.

Grafman e a sua equipa examinaram 119 soldados veteranos da guerra do Vietname com lesões na região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal ventromedial e 30 veteranos sem histórico de lesões cerebrais.

Os indivíduos com lesões relataram níveis mais altos de fundamentalismo religioso em comparação com os restantes, o que indica que “a variação na natureza das crenças religiosas é governada por áreas cerebrais superiores específicas e essas áreas estão entre as áreas mais desenvolvidas do cérebro humano”, explicou Grafman ao PsyPost.

Estudos anteriores sugeriram que o córtex pré-frontal ventromedial, situado no lobo frontal, era um “centro crítico” na representação de sistemas de crenças.

Este novo estudo revela que os danos no córtex pré-frontal ventromedial tendem a estimular o fundamentalismo religioso, reduzindo a flexibilidade e o planeamento cognitivo processado no córtex frontal – ou seja, a capacidade de atualizar crenças através de novos conhecimentos.

No entanto, Grafman alertou que os resultados da investigação possuem limitações quando são relacionados com outras crenças. “Ainda temos de entender como é que as crenças religiosas são diferentes das crenças morais, legais, políticas e econômicas nas suas representações no cérebro“, afirmou o cientista.

Ao mesmo tempo que destacam a importância da descoberta, os cientistas também advertem para uma série de outros fatores que determinam as convicções religiosas de uma pessoa, incluindo traços de personalidade e o ambiente social.


“As crenças moldaram os nossos comportamentos há milhares de anos e dependem de outros aspetos dos processos cognitivos e sociais. Apesar de as crenças poderem ser estudadas de forma independente de outros processos cognitivos/sociais, a sua dependência e interação com outras funções cerebrais será um importante tema de investigação nas próximas décadas”, adiantou Grafman.

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