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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Curitiba era habitada na pré-história por “aves do terror”, aponta estudo da UFPR

Além dos pássaros carnívoros, outros animais gigantes faziam parte da fauna da região há milhões de anos atrás



Pássaro gigante conhecido como “ave do terror” habitou Curitiba no período entre 42 a 39 milhões de anos atrás. Renata Cunha e Fernando Sedor/UFPR/Reprodução

Olhando para Curitiba hoje fica um pouco difícil de imaginar, mas a região onde a cidade está localizada já foi o lar de aves carnívoras gigantes. De nome científico Phorusrhacidae, essas aves chegavam a ter 2 metros de altura e não voavam. Além disso, tinham cabeças enormes e um instinto predador que as levou a ser conhecida entre os estudiosos como “ave do terror”.

A descoberta foi publicada no Journal of Mammalian Evolution pelos pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Fernando Sedor, Luiz Fernandes e Renata Cunha. Pesquisadores de mais quatro universidades também trabalharam no projeto.

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O estudo encontrou fósseis destas aves e de diversos outros animais que viveram no Paleógeno (período entre 42 a 39 milhões de anos atrás) em rochas da formação geológica Guabirotuba, situada nos arredores de Curitiba e de Araucária.

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Conforme a pesquisa, além das aves do terror, faziam parte da fauna da região uma espécie até então desconhecida de tatu (Proeocoleophorus carlinii), três gêneros extintos de marsupiais gigantes – que também eram carnívoros e podiam chegar ao porte de uma onça -, marsupiais pequenos, peixes, anfíbios, tartarugas e alguns invertebrados.

As descobertas são consideradas das mais importantes na paleontologia brasileira, já que podem aprofundar o conhecimento sobre o Paleógeno no país. Anteriormente, fósseis da mesma época haviam sido encontrados apenas em outros dois municípios: Itaboraí (RJ) e Taubaté (SP).

Além disso, elas ajudam a esclarecer questões sobre a origem e a diversificação dos mamíferos sul-americanos. De acordo com os pesquisadores, os fósseis de mamíferos encontrados na Formação Guabirotuba têm semelhanças com outros encontrados na Patagônia, no sul da Argentina.

A descoberta contribui ainda para a determinação da idade da Formação Guabirotuba, que até agora era um tema controverso por causa da falta de dados cronológicos precisos. Devido a ela, pesquisadores e a prefeitura de Curitiba estão discutindo a forma mais adequada de preservar a formação para garantir a continuidade das pesquisas.

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