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quarta-feira, 19 de abril de 2017

“Cristal de tempo” era uma forma de matéria considerada impossível. Agora, não mais

Se algo está parado aqui na Terra, tende a permanecer parado, a não ser que alguma força faça com que ele se movimente - exatamente como dizia a primeira Lei de Newton, a lei da Inércia.
Mas, os cientistas conseguiram criar algo que desafia a física e parecia, até então, impossível: um novo tipo de matéria, chamada de “cristal do tempo”, conforme estudo científico publicado na revista Nature, que é capaz de se manter em movimento sem energia.
Para entender melhor: diamantes, por exemplo, são cristais formados por átomos que se repetem no espaço e possuem um formato. Os cristais do tempo são feitos por átomos que se repetem no tempo. São partículas quânticas (menores “pedaços” da matéria) que mudam constantemente, nunca atingem estado fixo, se mantendo sempre vibrando.
São estruturas que “pulsam sem precisar de qualquer energia”, por isso eram considerados fisicamente impossíveis. Para algo poder se movimentar, sempre se acreditou que necessitava de um estímulo energético. É como um relógio de ponteiros que não possui uma engrenagem que o faça girar.

Partícula da matéria criada pela ciência

Propostos em 2012, pelo Nobel de Física, Frank Wilczek, diversos cientistas formularam teses para refutar a possibilidade da existência dos cristais do tempo. Entretanto, alguns já conseguiram provar o contrário.
Dentre eles, está Christopher Monroe, um físico da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que criou, observou e apresentou um dos primeiros exemplos da estrutura, formada por uma cadeia de átomos que tem um gasto zero de energia, mas que consegue se movimentar em um padrão que se repete a intervalos regulares ao logo do tempo.
“Esse é um novo tipo de ordem, um desses que foi previamente pensado como impossível”, diz Vedika Khemany, uma das cientistas da equipe. “É um tipo notável de energia. É emocionante”, completa.
Segunda publicação da Nature, físicos experimentais já estão planejando como explorar os traços desses estranhos sistemas em computadores quânticos e sensores magnéticos super sensíveis.

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