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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Arqueólogos restauram múmia de 1.100 anos que usava "par de tênis"

Além do calçado, o corpo foi enterrado com uma bolsa, uma faca, um espelho, um pente, uma sela e pedaços de um cavalo inteiro

(FOTO: CENTRO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DA MONGÓLIA)
Em 2016, arqueólogos descobriram um estranho objeto nos pés de uma múmia, encontrada no topo das Montanhas Altai, na Mongólia, a mais de 2.800 metros: o cadáver usava o que parecia ser um estranho par de tênis Adidas. Mas só aprecia.

Na época, sem comentar o curioso achado, o Ministério da Arqueologia da Mongólia se limitou a dizer que "a múmia encontrada mostra que as pessoas daquela época tinham bastante habilidade com ferramentas". 

Um ano depois, as respostas para o mistério começam a surgir. A restauração do objeto revelou que, na verdade, os calçados eram um par de botas de feltro de cano alto, listradas com um padrão preto e vermelho, com solas de couro e fivelas decorativas. 

"Quando nosso achado se tornou público, as faixas foram confundidas com um tênis Adidas. Nesse sentido, ele é um objeto de estudo interessante para os etnógrafos, especialmente porque o estilo é muito moderno", explicou Galbadrakh Enkhbat, diretor do Centro do Patrimônio Cultural da Mongólia, ao jornal The Siberian Times. 


Apesar de acharem que a múmia tinha mais de 1.500 anos, os arqueólogos descobriram que ela tinha, na verdade, aproximadamente 1.100 anos. Os estudos indicam que se trata do cadáver de uma mulher que morreu por causa de um golpe pesado na cabeça, a julgar pelo trauma no crânio. 

Além do "tênis", a mulher foi enterrada com uma bolsa, uma faca, um espelho, um pente, uma sela e pedaços de um cavalo. A equipe ainda planeja realizar novos exames de DNA, mas não existem dúvidas de que se trata da múmia mais fashion já descoberta. 
(FOTO: CENTRO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DA MONGÓLIA)

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