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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Funcionários de operadoras podem estar envolvidos em golpes no WhatsApp

Quase que semanalmente o Olhar Digital divulga algum novo golpe que está rolando no WhatsApp e fazendo vítimas no aplicativo de mensagens. Mas nada é tão ruim que não possa piorar. Investigações recentes sobre esse tipo de ataque apontam para a possibilidade da participação de funcionários de operadoras de telefonia em um esquema ainda mais perigoso.
Em Cuiabá, a Delegacia de Estelionato da Polícia Judiciária Civil já registrou três casos de pessoas alegando terem tido seus celulares clonados por terceiros. Esses criminosos, então, usam as informações contidas na memória do aparelho para pedir dinheiro de conhecidos do proprietário da linha. E tudo isso começa no WhatsApp.
Primeiro, alguém habilita um chip com o mesmo número que o seu para utilizar o aplicativo. E, depois, o usuário acaba tendo acesso aos grupos e ao backup de conversas salvas. Assim, nasceu a possibilidade de que funcionários de operadoras de telefonia estejam comandando o esquema ou trabalhando junto aos criminosos nos golpes.
O que dá ainda mais força para essa possiblidade é a denúncia de um advogado pernambucano que foi vítima do esquema e teve pelo menos R$ 9.000 de prejuízo. Ao que afirma ao Jornal do Commercio, seu número parou de funcionar e, logo depois, seus contatos receberam mensagens pedindo um empréstimo de R$ 15 mil. Dois amigos acreditaram na conversa e fizeram depósitos de R$ 3.000 e R$ 6.000.
A vítima, que não quis se identificar, aposta na participação da empresa de telefonia no caso. “O fato é que me parece claro que houve a conivência de algum funcionário da empresa, uma vez que é praticamente impossível, com a tecnologia disponível atualmente, que esse dispositivo tenha sido clonado remotamente”, explica ao veículo. Além disso, ele afirma que conhece outras pessoas que tiveram seus números clonados e que também usam a mesma operadora.
Além de Pernambuco e Mato Grosso, já há registros de ataques em smartphones de moradores do Rio Grande do Sul, Maranhão e São Paulo. A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos investiga o caso.
Como evitar o golpe
Há algumas maneiras de tentar evitar o golpe. Segundo o delegado José Carlos Damian, da delegacia de Cuiabá, a orientação é de que a pessoa que vai realizar o depósito entre em contato por telefone ou pessoalmente com quem fez o pedido. “A checagem de informações é fundamental”, disse.
Outra possibilidade, essa mais radical e um pouco menos efetiva, é deletar todos os backups das conversas do WhatsApp e também sair dos grupos. Dessa forma, mesmo que o telefone seja clonado, o criminoso não poderá visualizar nenhuma conversação e não terá acesso a nenhum contato (pelo menos até que algum deles envie uma mensagem para seu número).

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