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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Cientista brasileiro confirma hipótese da Nasa: mundo realmente vai acabar

Você se lembra do pânico que se instarou nas casas de todo o mundo no reveillón de 2000? Na ocasião, todos acreditavam, com base nas mais diversas teorias, que o mundo acabaria quando o relógio marcasse meia noite. Não acabou, como podemos perceber. Mas, de lá pra cá, não faltaram teorias de reliogiosos e místicos alertando o fim do mundo. Agora, porém, parece que o assunto ganhou seriedade.
Em 2003, a Nasa apresentou ao mundo a teoria da Big Rip (“grande ruptura”, em português). A agência, que é renomadíssima e muito respeitada, levantou a hipótese de que as galáxias e os planetas podem se desintegrar daqui a 22,8 bilhões de anos,
Até ai, tudo tranquilo. Era apenas uma hipótese. Mas, você leu bem: era. Um brasileiro, formado em física e matemática, conseguiu confirmar que a possibilidade do Big Rip acontecer é real.

O Universo tem fim?

teoria da Big Rip é uma espécie de Big Bang às avessas. Ou seja: haverá um momento em que as partículas que formam a matéria estarão tão aceleradas, que, no final, tudo vai ser rasgado em pedaços.
Recentemente, o físico e matemático brasileiro Marcelo Disconzi conseguiu confirmar que a possibilidade do Big Rip acontecer é real.

O “Big Rip”: como o Universo vai acabar

Enquanto apresentava um seminário na Universidade de Vanderbilt, no Tennessee, nos Estados Unidos, o professor brasileiro Disconzi sugeriu uma explicação para entender o comportamento de fluidos viscosos que viajavam com velocidade parecida com a da luz.
A viscosidade mede a capacidade de um fluido de expandir ou contrair. Sua teoria, então, propunha uma solução desse problema da época dos anos 1950, criado pelo francês Andre Lichnerowicz.
Foi então que os professores de física da faculdade, Thomas Kephart e Robert Scherrer, tiveram a ideia de aplicar as teorias do brasileiro à cosmologia, que estuda a origem e a estrutura do universo, como reportado pelo site de notícias da BBC.
Eles propuseram que o brasileiro questionasse se sua teoria poderia de alguma forma afetar o universo. Foi quando surgiu o estudo, que já foi publicado na revista Physical Review D, em 2015.
Segundo a pesquisa, no Universo existem regiões com matéria mais condensada, mais junta, que são preenchidas pelas galáxias e por outros corpos celestes, e existem espaços vazios. Daí vem a ideia dos fluidos. Nesse caso, o Universo é considerado o próprio fluido.
“O ponto crucial é que essa distribuição [dos corpos] se comporta como se fosse um fluido enchendo o Universo. E isso nos dá a certeza de que o Universo está em expansão – e de forma acelerada”, explica Disconzi.
O que foi observado é que a energia dos corpos celestes aumenta com o tempo e torna a viscosidade do Universo maior. Isso gera uma pressão negativa, que origina uma força contrária à força gravitacional.
Então, as galáxias tendem a se dispersar e os planetas vão ficar mais distantes uns dos outros. Em uma chamada “taxa de expansão infinita em um tempo infinito”.
“A ideia do Big Rip é que eventualmente até os constituintes da matéria começariam a se separar uns dos outros. É justo dizer que seria um cenário dramático. O que sabemos a partir do que foi observado é que um cenário do Big Rip é realmente possível, embora os dados avaliados estejam longe de serem conclusivos”, revelou o cientista para o site de notícias britânico The Guardian.

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