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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ciência cria híbrido entre homem e porco; entenda por que ele seria útil para você

Dezenas de cientistas norte-americanos e espanhóis se reuniram para um estudo polêmico: fazer experimentos entre embriões humanos em estágios avançados e embriões de porcos – o resultado da experiência pode, portanto, ser considerado um embrião híbrido. O objetivo é desenvolver tecidos e órgãos que possam servir de transplante de animais para humanos.
Ou seja, se as pesquisas realmente avançarem nesse sentido, pode ser que um dia um órgão animal seja compatível em um transplante de rim humano, por exemplo.
Essa combinação celular (chamada de quimera) pode permitir, segundo o estudo publicado na revista científica Cell, a geração de órgãos humanos nesses animais, um passo considerado importante para ajudar a diminuir as filas de transplante de órgãos em hospitais.
Atualmente, mais de 31 mil pessoas estão à espera de doações de órgãos no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (nos Estados Unidos, esse número salta para mais de 76 mil).

Híbrido humano e porco?



Durante a pesquisa, os cientistas implantaram células-tronco de humanos em embriões suínos e fizeram com que elas crescessem por 4 semanas.
Após analisar mais de 150 amostras, eles perceberam que, na maioria dos embriões, prevaleciam as características dos porcos – mas com pequena contribuição de características humanas, principalmente na formação das células dos tecidos suínos.
Devido às complicações da pesquisa, eles demoraram mais de quatro anos para chegar a esses resultados.

Questões éticas

Apesar de a pesquisa representar um avanço, ela levanta algumas questões éticas da biologia e da medicina. Por exemplo, não se sabe se as células humanas poderiam trazer alguma interferência no cérebro dos porcos e, consequentemente, levá-los a ter características de um ser racional.
Mais grave ainda é a possibilidade das células humanas afetarem os tecidos reprodutivos dos porcos. “Se as células humanas podem contribuir para a formação de quimeras (ou seja, mistura humano-animal) em espécies não-roedoras, é algo que permanece desconhecido”, admitiram os pesquisadores.
O cientista da Universidade de Stanford, Hiromitsu Nakauchi, que também fez um trabalho de quimeras entre roedores, um complemento importante para o avanço nessa área, foi enfático: “não estamos criando monstros. Não são pesquisas perigosas”.
“Não há necessidade de entrar em um debate sobre humanização moral se os cientistas só querem saber onde as células humanas podem chegar”, disse ao The New York Times Insoo Hyun, médico da Universidade Case Western Reserve (EUA). “Cientistas não fazem experimentos com quimeras por diversão. É para aliviar a grave escassez de órgãos transplantáveis”.

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