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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Espécie de morcego passa a se alimentar de sangue humano no Brasil: veja razão e riscos

Morcegos-vampiro realmente existem. Eles se alimentam de sangue de aves ou sangue de mamíferos.
Até agora, três espécies já foram encontradas: a Diphylla ecaudata, a Diaemus youngi, que bebem sangue de aves, e a Desmodus rotundus, a única que bebe sangue de mamíferos.
Até ai, tudo sob controle. Mas, uma descoberta recente em Pernambuco, no Nordeste brasileiro, comprova que uma dessas três espécies já se alimentou de sangue humano!
Um artigo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado em dezembro de 2016, no periódico científico especializado Acta Chiropterologica, revelou que alguns morcegos da espécie Diphylla ecaudata, do Parque Nacional de Catimbau, em Pernambuco, começaram a se alimentar de sangue humano.

Morcego-vampiro ataca pessoas

Fezes desses animais foram colhidas e seu DNA continha traços de sangue humano, um indício que não foi visto com bons olhos pelos pesquisadores. Segundo eles, essa mudança de hábito pode aumentar a propagação de doenças, em especial, a raiva, da qual eles são os principais transmissores.
O fato surpreendeu porque até onde se tem conhecimento, o organismo desses animais processa mais fácil o sangue quando ele é fino e gorduroso, por isso eles dão preferência para as aves. O sangue dos mamíferos é mais grosso e tem mais proteínas, ou seja, é muito mais difícil para eles.
Entretanto, os biólogos acreditam que o alto índice de caça de pássaros e os danos ambientais que ocorrem na região estão obrigando os morcegos a se adaptarem e alterarem a sua dieta, de acordo com a alimentação disponível.

Por que é perigoso?

O fato é preocupante, principalmente, porque um surto de raiva transmitida por morcegos já aconteceu no Brasil antes. Entre os anos de 2004 e 2005, o Pará e o Maranhão registraram mais de 20 mortes por causa da doença, que, segundo dados do Ministério da Saúde, pode matar em praticamente 100 % dos casos.
A raiva causa febre, dificuldade para engolir, perturbações no sono, e quadros de alucinações. Depois de 2 a 3 dias, o período estável da doença é caracterizado pela fotofobia (sensibilidade à luz), e medos de correntes de água e ar.

Tratamento da raiva

O local da mordida precisa ser lavado imediatamente com água e sabão e a pessoa precisa procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. O tratamento é feito com soro e vacina contra a raiva e outras medicações, de acordo com os sintomas.

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