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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Cientistas descobrem tubarão misterioso parente do antigo megalodon



Pesquisadores descobriram restos mortais de um tubarão misterioso, aproximadamente do tamanho de um carro, que nadou nas regiões costeiras dos oceanos Atlântico e Pacífico em torno de 20 milhões de anos atrás.



A espécie recém-descoberta foi considerada parente do chamado Carcharodon megalodon (também conhecido como megalodonte), o maior que já existiu, podendo chegar a mais de 18 metros de comprimento, e considerado ancestral dos atuais tubarões brancos. No entanto, os cientistas argumentaram que há uma lacuna de 45 milhões de anos entre o registro fóssil e o aparecimento da nova espécie, o que deixou uma série de perguntas sem respostas sobre como o tubarão evoluiu e quanto tempo sobreviveu, segundo informações da Science Alert.



O nome da espécie foi definido como Megalolamna paradoxodon, referindo-se ao fato de que o tubarão surgiu de repente no registro geológico, depois de ter se separado de seu parente mais próximo, Otodus obliquus, cerca de 45 milhões de anos antes. Até o momento, apenas cinco exemplares foram encontrados, na Califórnia, Carolina do Norte, Japão e Peru (abrangendo as costas dos oceanos Pacífico e Atlântico). Com base nestes fósseis, os pesquisadores acreditam que o predador possa ter crescido cerca de 3,7 metros de comprimento, sendo significantemente menor que seu parente megalodonte, que pode ter atingido cerca de 18 metros de comprimento e vivido entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás.

Uma das principais características que diferencia a espécie são seus dentes estranhos, semelhantes aos dos tubarões modernos (pertencentes ao gênero Lamna), bem como algumas diferenças fundamentais. De acordo como o pesquisador-chefe, Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, em Chicago, “à primeira vista os fósseis do Megalolamna paradoxodon são parecidos com os do gênero Lamna, que inclui os modernos tubarão-sardo e tubarão-salmão. No entanto, os dentes são muito mais robustos, o que mostra um mosaico de características dentárias remanescentes do gênero Otodus. Assim, foi determinado que ele era uma nova espécie, pertencente à família Otodontidae e sem relações diretas com Lamna”, disse.


O impacto da descoberta, segundo ele, é uma maior compreensão da árvore genealógica dos tubarões. No passado, o megalodonte tinha sido classificado (de um modo um tanto controverso) como pertencente do gênero Carcharocles, membro da extinta família Otodontidae. No entanto, ao ver como o megalodonte e o M. paradoxodon estão intimamente relacionados, os pesquisadores argumentaram que o gigante dos mares deveria ter sido classificado no gênero Otodus. Apesar de não ser uma sugestão nova, o estudo é o primeiro a demonstrar a preposição taxonômica.

Mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar esta nova classificação do megalodonte e fornecer mais informações sobre o M. paradoxodon, incluindo quando e como desapareceu. Os resultados primários foram publicados na revistaHistorical Biology.


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