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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sabesp interrompe furto de cerca de 750 mil litros de água em centro religioso

Aparentemente insuspeito, um centro religioso localizado no Jardim Miriam, na Zona Sul de São Paulo, era responsável pelo desvio de 748 mil litros de água. A quantidade era suficiente para abastecer cerca de 230 pessoas durante um mês. No espaço, localizado em imóvel na Rua Ventura Garcia Calderón, técnicos da Operação Caça-Fraude da Sabesp encontraram na última quinta-feira (1º) uma ligação paralela à rede. O ramal era acionado por meio de um registro clandestino que fazia a água chegar às torneiras sem passar pelo hidrômetro. Ou seja, sem pagamento pelo consumo efetivo.
A descoberta da irregularidade foi motivada pela análise do histórico de consumo de água do endereço, que era muito baixo ou nulo. Algo incompatível com um imóvel onde há três residências, todas ocupadas, incluindo o centro religioso. Ao ser descoberta a fraude, a equipe da Sabesp acionou a polícia civil, que deu voz de prisão à proprietária, conduzida ao 97º DP (Americanópolis) para prestar depoimento. Lá, a infratora foi enquadrada em flagrante por furto de água e só pôde voltar para casa após pagar uma fiança de R$ 700. Ela responderá a inquérito, indiciada por furto, crime tipificado no Artigo 155 do Código Penal que prevê pena para até oito anos de cadeia, em caso de condenação.
A burla foi um dos sete casos identificados somente na semana passada na Zona Sul da capital e também na região do ABC. Na quarta passada (30/11), em outra constatação de ligação paralela e clandestina, dessa vez na Rua Zike Tuma, no Jardim Ubirajara, o proprietário de uma residência também foi preso em flagrante pelo mesmo motivo e foi solto após pagar fiança. Ele foi indiciado e responderá a inquérito policial por furto. O saldo dessa operação conjunta entre a Sabesp e a Polícia Civil é a interrupção do desvio de 4,24 milhões de litros de água, volume suficiente para atender uma população de aproximadamente 1,3 mil pessoas.
A intensificação das ações da empresa no combate às fraudes na rede de água, no período de janeiro a setembro deste ano, levou ao indiciamento de 110 pessoas, a grande maioria por furto de água. No igual período de 2015, houve 102 indiciamentos, o que representa uma alta de 7,3%. Dos mais de cem indiciados este ano, todos foram encaminhados a um distrito policial para prestar esclarecimentos e dar início ao inquérito.

Balanço - De janeiro a setembro de 2016, a Sabesp flagrou 19.162 casos de furto de água na Região Metropolitana de São Paulo e Bragantina, que somam cerca de 2,9 bilhões de litros de água desviada. Este volume seria suficiente para abastecer cerca de 385 mil pessoas durante um mês. Ou seja, na prática atenderia à população de uma cidade como Carapicuíba, por exemplo. No mesmo período de 2015, foram flagradas 14,2 mil fraudes, que desviaram, em média, 2,7 bilhões de litros - ou seja, em 2016 houve um aumento de 9% na quantidade de casos identificados. A companhia cobra retroativamente a tarifa pela água furtada e pelo esgoto coletado. As mais de 60 equipes caça-fraude realizaram 186 mil vistorias em 2016, cerca 681/dia. O número de denúncias recebidas tanto pelo Disque-Denúncia (181) como na Central de Atendimento Telefônico da Sabesp (195) totalizou 47 mil. Para os dois telefones a ligação é gratuita e é garantido o sigilo do denunciante.
Do total de fraudes identificadas neste ano, 16,5 mil correspondem a casos em residências, 1.860 em estabelecimentos comerciais e outras 742 em imóveis de uso misto e indústrias. A violação de hidrômetro (58%) e as ligações clandestinas (42%) foram as principais ocorrências. No entanto, as fraudes em comércios geram um desvio muito maior de água por causa do tipo de consumo. Até setembro, foram abertos 371 boletins de ocorrência.
Fonte: Sabesp

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