Seguidores

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Novo sistema de alerta da NASA descobre asteroide a caminho da Terra

O novo sistema de monitoramento espacial da NASA detectou um grande asteroide se movendo em direção à Terra, podendo passar por nós nas próximas horas.

O asteroide, que foi visto pela primeira vez na última semana, deve passar ao nosso lado, com uma distância confortável de 498000km – cerca de 1,3x mais longe de nós que a lua. Mas graças ao software da NASA, nós tivemos dias, e não horas, para nos preparar para a ameaça.
Chamado de 2016 UR36, o asteroide em questão foi detectado pela primeira vez com um telescópio localizado no Hawaii. As informações rapidamente foram enviadas para o novo sistema de alerta da NASA, chamado Scout, e em questão de 10 minutos o software já havia projetado suas prováveis trajetórias – sendo que algumas entravem em intersecção com a Terra.
Imediatamente, o software alertou três outros telescópios para realizar observações e estreitar as possibilidades de trajetória do astro. Em poucas horas, os cientistas conseguiram determinar que o asteroide poderia passar próximo da Terra, mas com uma distância confortável. Em suma, o Scout deu cinco dias de antecipação para os pesquisadores se planejarem para a passagem do asteroide – o que pode não parecer muito, mas é bem mais do que estávamos acostumados no passado.
“Quando um telescópio encontra um objeto que se move, tudo que você consegue identificar é que existe um ponto se movendo no céu”, disse o astrônomo Paul Chodas, da NASA, entrevista a Joe Palca, da NPR. “Você não possui informações detalhadas sobre sua distância. E quanto mais telescópios você aponta para ele, mais informações você consegue, e mais certeza sobre sua direção e tamanho você pode ter. Mas por vezes você não tem tanto tempo assim para fazer essas observações”, continuou.
Para se ter uma ideia, a primeira vez em que pesquisadores detectaram um asteroide que estava vindo em direção ao nosso planeta antes dele entrar em nossa atmosfera, foi visto apenas 19 horas antes de entrar em intersecção com a Terra, e só foi considerado uma ameaça 12 horas antes de explodir em um região desértica no Sudão, em outubro de 2008.
Já em fevereiro de 2013, um meteoro de 20 metros explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, sem sequer ser notado antes de chocar-se com a Terra. O objetivo do Scout é acelerar o processo de confirmação para esses asteroides que observamos, identificando quais, de fato, são ameaças reais, e o que podemos fazer para nos proteger. O software ainda está em fase de testes – O 2016 UR36 foi o primeiro caso estudado – mas a expectativa é que esteja completamente operacional ao fim desse ano.
Junto com o Scout, a NASA também trabalha com o programa Sentry, que busca por objetos grandes o suficiente para destruir cidades inteiras. Especificamente, objetos próximos da Terra que possuem mais de 140 metros de comprimento (o asteroide que extinguiu os dinossauros deveria ter cerca de 10km de comprimento).
O Sentry já possui uma lista de 655 objetos próximos da Terra que podem ser considerados capazes de causar dano substancial – mas estima-se que possa haver muitos mais.
Se nós conseguirmos aprimorar nossa capacidade de encontrá-los e trabalharmos na trajetória deles em tempo hábil, podemos ter uma chance de pará-los. “Se soubermos bastantes informações antecipadamente, e isso pode levar 10, 20 ou 30 anos, então podemos parar esses asteroides quando ainda estiverem a muitos quilômetros de distância da Terra”, disse Ed Lu, CEO da B612, organização que monitora asteroides.
Até lá, seguimos torcendo para que os objetos nos errem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Curta nossa Página...
Visite nosso parceiro:
Conheça nosso Parceiro: UNIVERSO CÉTICO