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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Asteroide de 2 km fez sua máxima aproximação com a Terra - veja imagens de radar e uma simulação de danos caso ele colidisse com nosso planeta

Isso foi em 2015, mas a simulação vale para futuras rochas espaciais 
Uma coisa podemos adiantar: seria catastrófico!


No último dia 25 de julho o asteroide 1999 JD6 fez sua máxima aproximação com a Terra, quando a gigantesca rocha espacial, de aproximadamente 2 km de diâmetro passou a 7,2 milhões de quilômetros do nosso planeta, o equivalente a 18 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Apesar de parecer muito distante, para os padrões astronômicos isso é muito perto! Tanto que imagens de radar puderam ser registradas, mostrando essa gigantesca rocha espacial, e revelando sua forma peculiar de amendoim, o que os cientistas chamam de "binário de contato", de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA.



A antena de 70 metros do Deep Space Network, em Goldstone, na Califórnia, e o Telescópio Green Bank, da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, foram usados para capturar as imagens desse grande asteroide enquanto ele fazia sua máxima aproximação com o nosso planeta a uma distância segura, ou seja, a passagem desse asteroide não representou risco algum para o nosso planeta.




O que aconteceria se o asteroide 1999 JD6 colidisse com a Terra?

Não é muito fácil prever qual seria a magnitude exata dessa catástrofe, mas com certeza seria desastrosa. O dano que um asteroide pode causar depende de sua composição, inclinação no momento do impacto, local de impacto, etc... mas podemos adiantar que não causaria efeitos globais, ou de dizimação da vida na Terra.

Por outro lado, a velocidade estimada do asteroide 1999 JD6 não é nada lenta: cálculos preliminares apontam para cerca de 20 km/s. Levando em consideração que sua composição seja mista (rochoso e metálico), se essa rocha de aproximadamente 2 km de diâmetro colidisse a um ângulo médio de 45°, o mais provável é que ela caísse em algum oceano, com profundidade média de 1,5 km.


Imagens de radar do asteroide 1999 JD6 durante sua máxima aproximação no dia 25 de julho de 2015.
Créditos: NASA         Clique na imagem para ampliar

Segundo cálculos feitos pelo simulador ImpactEarth, a energia liberada seria de aproximadamente 600.000 megatons, abrindo um buraco no oceano de aproximadamente 31 km, criando uma cratera de impacto complexa no fundo do mar, que teria no início cerca de 15 km de largura por 5 km de profundidade.



Considerando que estamos no litoral, a cerca de 80 km de distância do impacto, acredite: seria desastroso! Menos de 2 segundos após o impacto, a radiação térmica nos atingiria, com intensidade suficiente para queimar instantaneamente as nossas roupas, causando queimaduras de 3° grau em todo o corpo. Além disso, as árvores de toda a região queimariam instantaneamente...

16 segundos após o impacto, um terremoto de magnitude 8.2 na escala Richter nos atingiria, com força suficiente para acabar com as construções, desmoronando morros e montanhas... Fragmentos gerados na colisão chegariam após 2 minutos e 15 segundos do impacto, com tamanho entre 26 cm e 1 metro.



4 minutos após a colisão, chegaria a onda choque, com mais de 600 metros por segundo, força suficiente para derrubar pontes e viadutos, dizimando cerca de 90% de todas as árvores da região, e o som seria tão alto quanto 118 dB, como um grande bramido de um elefante africano.E quando parecesse que tudo já estaria catastrófico o suficiente, teríamos uma surpresa cerca de 11 minutos após o grande impacto: uma mega-tsunami, com ondas monstruosas de 291 metros de altura, acabando com tudo que encontrasse pela frente...

Mas por sorte, o asteroide 1999 JD6 passou a uma distância muito segura, cerca de 18 vezes mais longe do que a Lua. Mais uma vez tivemos muita sorte... e a vida continua a prosperar aqui na Terra, pelo menos por mais algum tempo...



Imagens: (capa-NASA) / NASA
Créditos: ImpactEarth
Galeria do Meteorito



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